A imagem ao lado traduz a ideia de "reparo, conserto, verificação de algo falho". Apresenta a noção de algo que deve ser "inserido" na cabeça do indivíduo e, talvez por ter apresentado alguma falha, precisa ser reavaliado, no sentido de ser "consertado". Reflete um modelo de avaliação baseada no modelo tradicional de ensino: a informação é fornecida, deve ser processada ou armazenada e depois, é realizado uma verificação do grau de armazenamento desta informação. A figura também suscita um modelo mecanicista de avaliação, em que o indivíduo é tratado ou visto como uma máquina, enquanto o professor detém o conhecimento e é o responsável por corrigir eventuais defeitos desta máquina.segunda-feira, 27 de junho de 2011
A imagem ao lado traduz a ideia de "reparo, conserto, verificação de algo falho". Apresenta a noção de algo que deve ser "inserido" na cabeça do indivíduo e, talvez por ter apresentado alguma falha, precisa ser reavaliado, no sentido de ser "consertado". Reflete um modelo de avaliação baseada no modelo tradicional de ensino: a informação é fornecida, deve ser processada ou armazenada e depois, é realizado uma verificação do grau de armazenamento desta informação. A figura também suscita um modelo mecanicista de avaliação, em que o indivíduo é tratado ou visto como uma máquina, enquanto o professor detém o conhecimento e é o responsável por corrigir eventuais defeitos desta máquina.O professor na figura exibida, parece querer ajustar ajustar a cabeça do aluno ,provavelmente querendo condicioná-la a aprender o que ele deseja ensinar. A ferramenta n os dá uma idéia de reparar ou condicionar algo,como uma máquina por exemplo que é condiciona a realizar algo.
Podemos comparar a charge com os processos avaliativos utilizados nas mais diversas esferas.O aprendizado pode ocorrer das mais diversas formas e dar-se de modo que nem sempre os instrumentos de avaliação não são capazes de avaliá-los quantitativamente.
Geralmente nós somos condicionados a resolver determinados tipos de teste que tem como objetivo avaliar o aprendizado , segundo os critérios do professor ou instituição de ensino.Quando o resultado não é satisfatório parece que somos programados para atingir o nível satisfatório, como se pudéssemos ser programados ou remodelados para alcançarmos os índices satisfatórios.
domingo, 26 de junho de 2011
Descrição crítica da figura de Avaliação
Comparando essa figura com práticas avaliativas no processo de ensino e aprendizagem, observo que o aluno permanece passivo durante o suposto processo de avaliação, ou seja, o aluno não interage nem com o professor nem com suas ferramentas. Imagino que essa avaliação é pontual e de ordem predominantemente quantitativa. Isso significa que a figura retrata uma avaliação ‘tradicional’, isto é, o professor avalia aquilo que o aluno absorveu dentre as informações transmitidas por ele e ajusta algum erro se for necessário.
Esse processo avaliativo não é recomendado. Nós professores precisamos cria oportunidades para o aluno construir seu conhecimento a partir de sua interação com objeto de estudo segundo as orientações do professor. Uma avaliação deve ser contínua e levar em cota os aspectos qualitativos e quantitativos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Aula 4 - topico 1
Essa prática ja está ultrapassada, mas ainda é aplicada por muitos de nós. Seja por questão de conforto ou por idéias que ainda não amadurecemos.
A figura não mostra a forma de avaliação mas condizente para um determinado momento, nem muito menos como o professor é avaliado em sua prática docente.
Cordialmente,
Refletindo Sobre Avaliação
Observando a figura acima, o que o professor está fazendo na cabeça do aluno? Porque o professor está com uma ferramenta? Comparando a figura com práticas avaliativas, que situação encontraríamos?
Essa figura mostra muito bem como é a avaliação no modelo tradicional de ensino. Nesse tipo de avaliação o único culpado pelo insucesso no ensino-aprendizagem é o aluno. Em nenhum momento o professor avalia sua própria prática docente. O insucesso na aprendizagem só pode ser devido a algum problema no aluno, problema físico ou mental. Nesse modelo de ensino o professor ensina e o aluno aprende. Os conceitos de ensino e aprendizagem são separados e independentes.
A meu ver esse modelo é ultrapassado. Devemos ser professores que avaliam sua própria prática docente e que se consideram também parte do insucesso no processo de ensino aprendizagem. Nesse novo modelo só podemos falar de ensino se houver aprendizagem. A avaliação do processo tem que analisar diversos aspectos como metodologia, ambiente, conteúdo e aluno. Não devemos centrar a avaliação somente no aluno, como mostra a figura.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
DIALOGICIDADE TUTOR – ALUNO OU INTERVENSÃO HOMEM-MÁQUINA!
O aluno parece submisso a ação do professor. Espera que o mesmo examine a sua capacidade cognitiva pelo simples exame do funcionamento previsível do processamento da informação.
A ferramenta representa a intervenção do professor na tentativa de corrigir conjuntos de estruturas que processam de forma errada a informação, ou seja, o aluno comporta-se como uma máquina que não participa da análise do seu desenvolvimento e que não reconhece, ou não tem memória sobre os erros que cometeu, assim não pode, portanto, participar diretamente do processo de adequação (“customização”) das estruturas cognitivas aos novos tipos de informação, a forma correta de processá-las e armazená-las, para que no futuro possam ser facilmente acessadas e reprocessadas quando necessário!
Esta situação é típica de uma avaliação que não aponta soluções para as dificuldades apresentadas pelos educandos. Ela privilegia apenas o ato de corrigir diretamente as ações consideradas equivocadas em detrimento de padrões previamente estabelecidos sem preocupa-se com o olhar crítico que a avaliação deve ter e também sem se preocupar com a autocrítica do aluno sobre a sua situação de aprendizagem no decorrer do processo de ensino. Desse modo o aluno não é visto como um agente construtor do seu aprendizado, ao ponto de ele próprio não reconhecer sua real situação de desenvolvimento cognitivo, pois ele não participa do processo avaliativo.
Acredito que novas formas de avaliação, principalmente na área de exatas, devam ser pensadas, pois deveríamos comentar mais as afirmações e os desenvolvimentos realizados pelos alunos, mesmo em questões de calculo, sem apenas atribuir um escore. Sei de alguns colegas que já têm esta postura, acho oportuno que a UAB/UFC pense mais sobre isto e ponha em discussão, pois o ganho que teremos no processo de ensino será significativo. Também quero destacar a forma como isso pode ser feito, pois os comentários devem ser tais que estimule os alunos a pesquisarem mais sobre aquele conteúdo ou conhecimento específico relativo a erro cometido em determinada questão ou grupo de questões, e não “agredir” ou denegrir a imagem do aluno a ponto de desestimulá-lo.
Avaliar será sempre difícil, mais mudar a forma de avaliar é necessário para que possamos obter melhores resultados!

