1 - Observando a figura (Aula 04 - tópico 01, figura da animação 02), o que o professor está fazendo na cabeça do aluno? Porque o professor está com uma ferramenta? Comparando a figura com práticas avaliativas, que situação encontraríamos? Registre aqui e copie em seu diário de bordo.
O aluno parece submisso a ação do professor. Espera que o mesmo examine a sua capacidade cognitiva pelo simples exame do funcionamento previsível do processamento da informação.
A ferramenta representa a intervenção do professor na tentativa de corrigir conjuntos de estruturas que processam de forma errada a informação, ou seja, o aluno comporta-se como uma máquina que não participa da análise do seu desenvolvimento e que não reconhece, ou não tem memória sobre os erros que cometeu, assim não pode, portanto, participar diretamente do processo de adequação (“customização”) das estruturas cognitivas aos novos tipos de informação, a forma correta de processá-las e armazená-las, para que no futuro possam ser facilmente acessadas e reprocessadas quando necessário!
Esta situação é típica de uma avaliação que não aponta soluções para as dificuldades apresentadas pelos educandos. Ela privilegia apenas o ato de corrigir diretamente as ações consideradas equivocadas em detrimento de padrões previamente estabelecidos sem preocupa-se com o olhar crítico que a avaliação deve ter e também sem se preocupar com a autocrítica do aluno sobre a sua situação de aprendizagem no decorrer do processo de ensino. Desse modo o aluno não é visto como um agente construtor do seu aprendizado, ao ponto de ele próprio não reconhecer sua real situação de desenvolvimento cognitivo, pois ele não participa do processo avaliativo.
Acredito que novas formas de avaliação, principalmente na área de exatas, devam ser pensadas, pois deveríamos comentar mais as afirmações e os desenvolvimentos realizados pelos alunos, mesmo em questões de calculo, sem apenas atribuir um escore. Sei de alguns colegas que já têm esta postura, acho oportuno que a UAB/UFC pense mais sobre isto e ponha em discussão, pois o ganho que teremos no processo de ensino será significativo. Também quero destacar a forma como isso pode ser feito, pois os comentários devem ser tais que estimule os alunos a pesquisarem mais sobre aquele conteúdo ou conhecimento específico relativo a erro cometido em determinada questão ou grupo de questões, e não “agredir” ou denegrir a imagem do aluno a ponto de desestimulá-lo.
Avaliar será sempre difícil, mais mudar a forma de avaliar é necessário para que possamos obter melhores resultados!
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